sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Este mundo está ao contrário ou somos nós que estamos errados?


Escobar
Ser humano, militante, atuante em realidade de vulnerabilidades e Sociólogo.



Um mundo a imagem e semelhança do capitalista e do explorador é o que vivemos, uma globalização que somente visa se unir em prol daqueles que contribuem economicamente, são esses que são contados e que trocamos nossas identidades de seres humanos por consumidores.

Este mundo que valoriza aqueles que são corruptos e que com o mau caráter construíram suas fortunas, são estes que terão programas dedicados a eles. São estas vidas que a mídia coloca como exemplos de luta, são eles o auge a ser alcançando, nós iludindo com histórias de simples vendedores que canetas que alcançaram a fortuna.

Este mundo valoriza aqueles que aumentam suas fortunas e que podem comprar tudo o que desejam, e estas imagens chegam aos mais pobres para lhes mostrar que eles não fazem parte da sociedade construída a imagem e semelhança do capital.

Neste mundo a fé é transmitida de segunda a sexta em horário nobre, com mensagens de autoajuda, para que depois da dose diária você sinta falta de mais mensagens que vão encher teu coração de “paz”. E com cartões de credito ou boletos bancários é possível pagar pela fé ofertada, e quem sabe um dia não acordemos e Deus nos dê em dobro.

Neste mundo quem luta pela vida merece a morte, e seus legados devem ser enterrados para que as próximas gerações não venham a aprender com o exemplo destes “terroristas”. Dependendo de onde saem os misseis é em nome da paz, mas se vem do oriente é em nome da guerra.

Neste mundo os direitos são comprados, a saúde do pobre não é a mesma do rico, e todos somos livres para ir e vir, como reza o discurso, mas para isso é necessário no mínimo três reais. Todos tem direito a educação, mas somente alguns terão o privilegio de estudar com dignidade, educação gratuita é para quem têm dinheiro e pobre que pague pelo seu “direito”.

Neste mundo se torce para que um espanque o outro em nome da diversão, e como disse um papagaio “os gladiadores do século XXI” traduzindo bem o que é o nosso circo, a única diferença que o pão não é para todos, pode ser que império romano tenha sido um pouco melhor. Quem mais intriga causa e desumano é merece prêmio de um milhão, enquanto a mãe que rouba para comer merece a cadeia.


Neste mundo o progresso destrói, e liberdade é se escravizar, herói é quem mais prejudica o outro. Criamos programas para rir da desgraça alheia e aqueles que não são belos de acordo com os nossos padrões merecem ser ridicularizados. Falamos de igualdade da boca para fora, de diversidade enquanto as câmeras nos filmam, de amor independente de quem seja como parte de discursos, somos uma geração moralista e que não aceita as diferenças e nem a diversidade, somente se fala nisso hoje pelo fato de ser mais um mercado a ser explorado.

A riqueza é uma oportunidade para todos diz a cartilha, mas quantos realmente se enriqueceram sem explorar ninguém?

0 comentários: